sábado, 21 de maio de 2011

Álcool e o Irresponsável



O artigo 165 do Código de Trânsito Brasileiro determina que é pena gravíssima dirigir sob a influência de álcool em nível superior a seis decigramas por litro de sangue. A pena para esta infração compreende multa, retenção do veículo e suspensão do direito de dirigir.


O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) é o órgão brasileiro responsável por organizar as estatísticas de trânsito, estabelecer o padrão de coleta das informações e promover sua divulgação. Antes de escrever essa postagem, resolvi analisar quantas pessoas morem no trânsito no Brasil, e percebi que os dados do Denatran não estão atualizados, pois só existem dados até o ano de 2006. Pois bem, no ano de 2006 ocorreram 19.910 vítimas no trânsito brasileiro, em 2005 foram 26.409, já no ano de 2004 morreram 25.526 pessoas e nos anos anteriores o número sempre é em torno de vinte e cinco mil ou seja, daqui a 40 anos 1 milhão de pessoas irá morrer no trânsito aqui no Brasil.

Em 11 de setembro de 2001 o mundo viu um bando de homens dominaram aviões e jogarem em alguns prédios dos EUA, depois daquilo começou uma guerra no país de origem daqueles homens, uma guerra no Afeganistão. Segundo os dados do site g1.globo.com, em 2001, morreram 1.968 soldados, já em 2010 o número de mortes foi de apenas 400 soldados. Já os civis não tiveram a mesma sorte, em 2007 foram estimadas 1.523 mortes de civis, em 2008 o número subiu para 2.118 mortes e continuou subindo para 2.412 mortes no ano de 2009. Mais esses números não chegam nem perto das 25.000 pessoas que morrem no trânsito do Brasil todos os anos. Da pra acreditar? Na guerra do Afeganistão morrem em média 2.500 pessoas por ano e no trânsito brasileiro morrem 25.000 pessoas por ano!


Eu tentei encontrar as porcentagens de vítimas ou acidentes que envolviam o álcool, mais não tive sorte, pelo menos no site do Denatran eu não consegui encontrar. Mais creio que todas as pessoas acima de 18 anos sabem de algum acidente de trânsito que ocorreu devido a o consumo de álcool e logo em seguida o condutor resolveu dirigir.


Quinta-feira a noite, sentaram-se na mesa da Boate Texana eu e minha namorada, alem de um colega de São Luís chamado “Randolfo” nome esse que eu nem sei com o que parece, só sei que é único no universo e mais três pessoas. A banda Pilantropia começa a sua apresentação, com seu repertório de mais de 100 músicas de rock, pop rock e seus variantes. Até que uma das três pessoas me oferece uma cerveja.


- Vai beber não?
- Estou dirigindo.


A pessoa que me faz essa pergunta é o apresentador local do JMTV chamado Breno, ele logo em seguida faz um sinal de positivo com o polegar pra mim. O seu colega ao lado não percebe e logo em seguida também faz a mesma pergunta:


- Vai beber não?
- Estou dirigindo.


Só que a reação dele não foi igual a do Breno, ele logo em seguida comenta:


- Rapaz, tu não ta em São Luís não, tu ta é em Imperatriz, olha eu, to dirigindo também e to bebendo, não tem nadinha aqui.
- tô dirigindo, relaxa.


Pra que serve as leis de trânsito se a maior parte das pessoas acham que só tem que obedecer a essas leis quando existe fiscalização? Um país que morre dez vezes mais gente no trânsito do que na guerra do Afeganistão teria que mudar um pouco essa mentalidade, existe muitos meninos e meninas órfãs e pessoas sem membros por irresponsabilidade de pessoas que pensam assim. Bebem, dirigem (pois não existe fiscalização) e as vezes acaba com uma vida de alguém que não tem nada haver com a sua irresponsabilidade.

sábado, 7 de maio de 2011

O Santo Sudário


Essa semana eu conversava com minha namorada sobre a Teoria dos Cosmozoários ou Panspermia Cósmica, que é a teoria que tenta explicar a origem da vida aqui na terra através de extraterrestres. Entre outros assuntos, eu comentei sobre o artefato mais estudado da história da humanidade, o Santo Sudário ou conhecido como o Sudário de Turim.


“Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolvendo-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rodando uma pedra para fechar a entrada”
Marcos (15, 46.)





Desde 1898 na Catedral de Turim, Itália. Existe um tecido de 4 metros e 30 centímetros de comprimento guardado em um estojo de prata que possui registros desde 1400 , nos registros diz que este tecido sérvio para ornamentar terraços reais e que em 1355, multidões inteiras afetadas pela peste negra na Europa formavam filas para observá-lo, todos acreditando ser o pano de linho que envolveu Jesus Cristo no seu sepulcro. Em 1998 ocorre uma exposição do Sudário de Turim ao público, ele é retirado de sua caixa de prata e colocado em uma câmera hermeticamente fechada e no seu interior é introduzido um gás neutro (o Argônio) para nunca mais ser manuseado. Neste ano, o Sudário é fotografado e submetido a uma equipe de pesquisadores de diversas partes do mundo para analisar o que teria projetado a imagem no pano e não confirmar ou não se era o pano que envolveu Jesus.


O Sudário de Turim possui uma imagem de um homem que sofreu muito nos seus últimos momentos de vida, e os testes revelaram que existem 3 tipos de sinais no pano:

1. Manchas de incêndio que quase destruiu o Sudário.
2. A imagem de um Homem.
3. Manchas de sangue.





“Pilatos mandou então flagelar Jesus.”
João (19, 1.)




Na imagem do homem, nota-se que ele possui várias marcas de sangue pelo corpo e todas as manchas estão localizadas nos mesmos pontos narrados pelo Bíblia na crucificação de Jesus Cristo. Flagrum= flagelo, este instrumento foi usado no período romano como um instrumento de tortura, era uma tira com duas pelotas na ponta, e as imagens de sangue no sudário se encaixam perfeitamente com as de um homem que recebeu várias chicotadas do instrumento chamado flagelo.


“Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado e Jesus no meio.”
João (19. 17-18)



Jesus Cristo crucificado esta retratado em pinturas de grandes artistas em várias épocas diferentes da história e, em todas elas o pregos são desenhados entrando na palma da mão de Cristo. Um cirurgião Francês, fez um experimento onde ele pregava cadáveres pela palma da mão e nenhum deles conseguia ficar preso, o peso do corpo fazia a palma da mão rasgar e o corpo caia. Ele então pregou na região do osso metatarso no pulso e todas as vezes que ele pregava os cadáveres assim, o corpo não caia e ficava pendurado. Outra coisa que chamou a atenção é que nessa região do pulso, ao ser pressionada, o nervo mediano de comunicação é pressionado e o dedão entra para trás da mão. Na imagem do Sudário não é formado a imagem do dedão. Como um falsificador da idade média saberia dessa informação para desenhar a imagem encontrada no Sudário?



“Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mais um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.”
João (19. 31-34)




Analisando a imagem do Santo Sudário, é observado do lado do dorso, perto da quinta costela que há uma incomum efusão de sangue. Bate com o tamanho da lança romana que era usada na época da crucificação. Na década de 70 foi criado o STURP, um grupo de pesquisadores destinado somente para analisar o Santo Sudário, entre os especialistas estavam Barrie Schwortz e Vern Miller como fotógrafos, junto com Don Lynn, diretor do programa de imagens digitais da NASA. Eles fizeram um corte de 10 cm e colocaram uma câmera pelo verso do Sudário. Quando eles colocavam luz por baixo do Sudário, aparecia as manchas de sangue, Quando se olhava de frente, vê o corpo e as manchas de incêndio mais sem as manchas de sangue. Como um falsificador poderia fazer uma pintura assim?

Nessa época foi comprovada que aquilo não era uma pintura. Pois a densidade de tinta no Sudário só pôde aparecer no século XX numa fotografia por transmissão de luz. Como na Idade média alguém poderia fazer uma pintura assim? Muitas pessoas começaram a especular que a imagem poderia ter sido feita por chamuscamento, ou seja, por queimaduras. Em luz normal, tanto a queimadura quanto a imagem são iguais. Uma vez que toda queimadura fluoresce sub luz ultra-violeta, não forma-se imagem do Sudário usando fotografia U.V. Os especialistas não obtiveram imagens do corpo nessa fotografias, apenas das manchas do incêndio, comprovando que a imagem do corpo não poderia ter sido feita por queimaduras. Eles chegaram a conclusão de que as imagens nos fios de seda foram provocadas por uma mudança química: oxidação desidratada. Mais eles não souberam dizer o que causou essa mudança, pois foi uma mudança muito sutil e complexa, pois uma fibra do linho perde a cor enquanto a outra adjacente não.

Amostra de sangue foi retirada com fita colante e em laboratório confirmou-se que era sangue de fato, do tipo AB e imagens de flores também foram descobertas no Sudário, próximo a região da cabeça. Qual o motivo das flores? Uma vez que o corpo fora sepultado as pressas? Talvez teriam sido deixadas para honrar o morto. Ao todo foram identificadas 28 imagens dessas flores, compararam então as imagens dessas flores com as plantas existentes na região de Jerusalém e perceberam que as flores em Jerusalém florescem em Março ou Abril, que indica a época da páscoa, a época da crucificação. Se houve flores nesse pano, provavelmente teriam grãos-de-pólen, cada grão-de-pólen é único e em 1973 o criminologista suíço Max Frei, obteve permissão de extrair amostras de pólem do tecido do Sudário. Ele passou anos analisando o pólen contido nas amostras, morreu antes de poder determinar e publicar seus resultados, mais outros continuaram seu trabalho como Uri Baruch, maior especialista em Grãos-de-pólen de Israel e perito em antiguidades Israelitas. Foram identificados 58 tipos de pólen, sendo 28 deles de plantas encontradas apenas na região do Oriente Médio. Provando que o tecido passou parte de sua história lá.


“Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.”
João (19. 2-3)


Próxima da região da cabeça, foi identificado muita quantidade de pólen de uma planta chamada Gundelia tournefortii, essa da foto acima, é uma planta encontrada em na região de Jerusalém e que possui muitos espinhos.



“José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.”
Mateus (27.59-60)


Alguns grãos-de-pólen não puderam ser identificados por que estavam recoberto por um mineral, esse mineral foi identificado como sendo de uma pedra calcária muito rara e natural de Jerusalém.

Em 1988 o Santo Sudário foi submetido ao teste do Carbono-14, como objetivo de identificar a sua idade, os testes revelaram que ele possuía apenas 600 anos e não os 2.000 anos esperados. O mundo inteiro divulgou essa notícia, até que o microbiólogo Dr. Garza Valdez anunciou que uma camada bioplástica fabricada por bactérias que ele encontrou em antigas fibras de tecido do sudário podia deturpar a datação por carbono. Em 1996, ele testou algumas fibras do sudário e descobriu o suficiente dessa camada para desacreditar significativamente nos resultados da datação por carbono. O físico Dr. Harry Gove, criador da técnica está agora tentando separar a camada bioplástica do linho original.


“Quando o procedimento de separação entre a celulose e a camada bioplástica estiver consolidado, estaremos prontos a nos oferecer para fazer outra datação por carbono-14 no Santo Sudário, se a oferta será aceita ou não, já é outra história”
(Dr. Harry Gove)


Em algumas partes da imagem da pra se ver os ossos da mão e as raízes dos dentes como se o corpo tivesse emitido uma grande quantidade de radiação para poder gravar as imagens como um negativo no tecido. Mais qual a fonte dessa radiação? Como tirar energia de um cadáver?


Se tudo na vida tem um propósito, e é determinado por algo. Qual o significado do Santo Sudário? Uma coisa é certa, ele não é essencial a fé de ninguém, mais nos faz refletir sobre a fé que temos ou a ausência de fé. Assim como Tomé, hoje no século XXI muitas pessoas só acreditam no que vê. Apesar de ser considerado o artefato mais estudado da história da humanidade, os especialistas conseguiram dizer apenas o que o Sudário de Turim não é, mais nenhum especialista pôde dizer o que ele é. A teologia não deve entrar em conflito com a tecnologia, a razão não pode provar a divindade de Cristo e a Ciência é incapaz de fazer juízos teológicos. Cabe a cada indivíduo averiguar as evidências e decidir por si só se o Sudário de Turim é o tecido que cobriu Jesus Cristo ou não.

domingo, 24 de abril de 2011

Navio Fantasma



Navegar, para muitos é uma sensação ótima, para outras pessoas é um pesadelo. Algumas pessoas passam a maior parte sua vida em alto mar, outras sonham em ver o mar. Entre tantas embarcações que existe, o Catamarã é sem dúvida a embarcação que eu mais utilizei em viagens pelo mar. Apesar de ter velejado em vários tipos de embarcações pelo Atlântico, como essa Biana que estou na foto acima, usada para atravessar o canal do Boqueirão, sem dúvida nenhuma as minhas viagens se comparam a que foi realizada pelo navio Baychimo em 1931. Em primeiro de outubro daquele ano, esse navio navegava pelo Alasca transportando peles e, com um frio abaixo de zero, todos abordos estão entediados e despreocupados até que um solavanco joga dos os tripulantes para frente. Todos se entre olham e os marinheiros mais experientes já sabem do que se tratava, um enorme bloco de gelo aprisiona o velho navio Baychimo. Todos se encaminham para o convés e o capitão forma grupos que se encarregaram de tentar tirar o navio do imenso bloco de gelo, depois de algum tempo todos percebem que não da mais pra continuar a vigem no velho navio de carga, e a tripulação caminhou por cerca de 1 km até a cidade de Barrow.


Dois dias depois o navio se desprende do gelo e toda a tripulação retorna a viagem que durou cerca de uma semana, pois o navio agora navegando em um local totalmente remoto encontra outro bloco de gelo e toda a tripulação percebe que aquele navio jamais sairia daquele gelo naquele local. A companhia dona do navio, então se mobiliza e manda algumas aeronaves para resgatar a tripulação, pois o local é extremamente remoto. De toda a tripulação retirada, 15 marinheiros permanecem no navio, pois ainda existia a possibilidade deste se libertar do gelo do Alasca e continuar sua viagem, os 15 marinheiros estavam dispostos a ficar todo o inverno no navio se fosse necessário, estavam com mantimentos e todos eles já tinham experiência de sobra em lugares gelados. Primeiro, fizeram um abrigo próximo ao navio, pois em uma situação dessas o navio poderia ser esmagado ou afundar no meio de uma madrugada e todos os marinheiros acabariam no fundo do oceano gelado. O abrigo ficava próximo ao navio, e a medida que os dias passavam, eles verificavam se o navio havia se desprendido. Dia após dia, gelo e mais gelo, sabe aquela sensação de quando você se acostuma em uma cidade, e vai para uma cidade menor o tempo parece que passa mais lento? Imagina ficar em um lugar com temperaturas abaixo de zero e em todo o horizonte a única coisa que se consegue enxergar é a imensidão do branco? Gelo e mais gelo.



A rotina é a mesma, se alimentar de 5 em 5 horas, revezamento de quem iria olhar o navio e olhar para o branco, olhar para o gelo, olhar para o horizonte branco. Até que os céus mudam a rotina dos 15 marinheiros, nuvens escuras começam a se formar no céu e um vento muito gelado toca os rostos dos marinheiros, esse vento vem acompanhado de neve e todos se abrigam no acampamento feito de madeira, nessas horas todos ficam sentados em uma sala e cada mente pensa em algo, alguns provavelmente pensaram em suas famílias, outros em um lugar quente e seguro, outros talvez pensasse que aquela tempestade no meio do pólo norte congelaria todos e que ficariam ali sepultados junto com o velho Baychimo. Horas depois a tempestade passa e chega a bonança, todos saem do abrigo e pra surpresa de todos o navio não estava mais encalhado.




Onde estaria o velho Baychimo? Teria se desprendido e estava a deriva agora? Teria naufragado? O acampamento, os dias em espera no meio do gelo, as horas de tédio... tudo em vão, o navio Baychimo havia sido sepultado no meio do pólo norte por uma tempestade no dia 24 de novembro. Ou seja, quase dois meses depois do primeiro encalhe o velho navio de carga dormia em paz. Os marinheiros são então resgatados e alguns dias depois um dos marinheiros recebe a visita de um Esquimó da região afirmando que tinha visto o navio a deriva a uma distância de uns 75 km do ponto de encalhe. Foi então que o navio Baychimo foi batizado de “navio fantasma” pois, apesar de estar a deriva, depois que enfrentasse a próxima tempestade do Alasca, ele afundaria no oceano gelado. Mais como existem mais coisas entre o céu e a Terra que a nossa mente consegue explicar, durante 38 anos o navio Baychimo foi visto em diferentes locais sempre perto do Alasca. Alguns meses depois no mesmo ano de 1931 o navio foi visto a 480 km a leste do encalhe, no ano seguinte, um viajante afirma ter visto o navio a deriva perto da costa do Alasca. E em Março de 1933, já a dois anos após o encalhe e posteriormente o seu desaparecimento, um grupo de Inuites (que são os membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groelândia fugiam de uma tormenta e acabaram encontrando o velho navio de carga a deriva, la no navio eles encontraram abrigo e se refugiaram dentro do navio até a tempestade passar que durou 10 dias. Em Novembro de 1939, quase uma década depois, o capitão Hugh Polson, navegava pela região do Alasca e para a sua surpresa ele avista o navio Baychimo a deriva, o mar estava muito perigoso, com muitos icebergs entre o seu navio e o grande navio de carga a deriva, ele tenta resgatá-lo mais, devido aos muitos blocos de gelo, ele desiste e fica apenas admirando o velho navio desaparecer na imensidão do mar gelado, todos a bordo do navio do capitão Hugh Polson estão emocionados, ficaram cara a cara com o tão falado “navio fantasma”. Em Março de 1962, o velho navio foi visto por um grupo de esquimós a deriva no mar de Beaufort.


E em 1969 o Baychimo estava mais uma vez preso em um bloco de gelo. Esse encalhe e registrado e começa os preparativos para retirar o fantasmagórico navio do gelo, antes das equipes se mobilizaram para a retirado do Baychimo do gelo uma grande tempestade chega e as atividades são adiadas, logo após a tempestade, pra surpresa de todos não havia mais navio, apenas gelo, gelo e mais gelo. Onde estaria o velho Baychimo? Teria se desprendido e estava a deriva mais uma vez? Teria naufragado definitivamente? Provavelmente sim, pois aquele ano de 1969 foi o ano em que se tem os últimos registros do velho navio fantasma, que navegou durante 38 anos nos mares gelados do pólo norte. O que fez esse navio ficar a deriva por tanto tempo? Fantasmas ou uma grande coincidência? O fato é que depois dele, as histórias de navio fantasma chegaram até nos e chegará aos nossos filhos, netos, tataranetos e gerações e gerações irão ouvi-las. E tudo começou com o navio Baychimo em 1931. Em 2006, o governo do Alasca lançou um projeto para resolver o mistério do “Navio Fantasma do Ártico” e localizar o Baychimo, saber se esse navio ainda estava flutuando ou se tinham realmente naufragado, até agora não encontraram o navio nem flutuando, nem no fundo do oceano gelado do Ártico.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um professor sem forças


O sol estava quente naquele dia, 12:50 do dia pra quem mora na região equatorial do planeta, recebe os raios solares na posição perpendicular, ou seja, os raios infravermelhos (que são os que provocam calor) cai direto em nossas cabeças. Resolvi então ir para a escola no meu carro que eu o chamo carinhosamente de “Batman”. Estacionei de frente a escola, em baixo de uma árvore, saio do carro e percebo duas mulheres sentadas em frente a uma mercearia, as duas conversavam e, como estavam arrumadas eu pensei que fosse professoras ou que trabalhassem na escola, na verdade uma era realmente uma professora e outra fazia parte do quadro de funcionários da escola, eu sentei perto delas e até em tão elas conversavam entre si, como nenhuma me dirigiu a palavra eu resolvi me “entrosar” e puxei assunto:

- Vocês também são professoras ai da escola?

- Eu sim, a outra aqui trabalha na secretaria, é a coordenadora. O senhor é professor?

- Sim, professor de biologia.

- a ta.

Pronto, estava estabelecida a comunicação entre pessoas que seriam colegas de trabalho, conversa vai, conversas vem e diversos assuntos são abordados até a diretora da escola chegar, pois estávamos esperando-a para uma reunião que seria realizada as 13:00 horas. Dentre os assuntos, começamos a falar sobre carros e a utilidades dele em uma cidade onde os termômetros chegam aos 37°C em dias normais, até que sou surpreendido com o comentário da coordenadora:

- Professor, se eu fosse o senhor eu não viria de carro aqui pra escola.

- Por que?

- Uma vez, a professora de geografia veio de carro e os alunos ficaram riscando o carro dela com tampinhas de refrigerante brincando do jogo da velha. O carro ficou todo riscado e ela nunca mais veio de carro pra aqui.

Nessa hora eu fiquei pensativo e tentando me colocar no lugar dessa professora, fiquei imaginando o que eu faria se eu tivesse no lugar dessa professora. Confesso que não tenho a mínima idéia do que eu faria, continuamos conversando e a diretora chega, junto com os demais membros do corpo docente da escola, começo a andar em direção a escola e percebo que tinha deixado a carteira no carro, para no meio da rua e dou meia volta em direção ao carro para pegar minha carteira. Retorno a escola e entrando na sala, faço o que todas as pessoas fazem, pelo menos o que eu acho que todos deveriam fazer, dar boa tarde a todos.

- Boa tarde!

-Boa tarde.

Apenas uma mulher, e justamente a que se encontrava mais distante de mim me dar boa tarde, todo o resto das pessoas na sala estão de caras fechadas. E o pior disso tudo, é que um dia anterior, aconteceu a mesma coisa, eu cheguei e dei boa tarde e a mesma pessoa me respondeu. A reunião começa, ao final ficou decidido que eu e mais alguns professores daria aula, os demais estavam participando da greve dos professores do estado. Detalhe, eu me formei em Ciências Biológicas e fiz o seletivo do estado para lecionar a disciplina de Biologia no ensino médio, chegando à escola, percebo que a realidade é um pouco diferente do que tinha nas linhas do edital do seletivo, eu iria ministrar as disciplinas de Ciências no ensino fundamental ( eu fiz seletivo para lecionar no ENSINO MÉDIO), Química (eu fiz seletivo para lecionar BIOLOGIA) e Biologia (ufa, aleluia!). Por que isso acontece? Sinceramente eu não sei, mais sempre foi assim e pelo visto vai continuar sendo. No dia seguinte, é o primeiro dia de aula, e entro na sala e todos os alunos estão sentados e quietos, penso então em fazer algo para descontrair e quebrar o gelo da turma, falo o seguinte para cada aluno:

- Qual o seu nome?

- Rodrigo.

- Rodrigo, pra turma de conhecer melhor, me diz 3 coisas que tu gosta de fazer.

Eu repito esse procedimento em todos os alunos e percebo que alguns começam a sorrir e aquele clima pesado fica um pouco mais leve, a aula então começa. Como é o primeiro ano do ensino médio, começo a falar sobre o que caracteriza um ser vivo, pois estava dando aula de Biologia. Durante 30 minutos eu peço ajuda da turma para eles me darem exemplos sobre coisas do cotidiano deles, para eu poder construir minha aula com base nas coisas que eles estavam acostumados a ver, e durante 30 minutos eu falo sozinho na sala, parecia mais um monólogo do que uma aula.

- Turma, alguém pode me dizer algo que viu na rua quando vinha aqui pra escola? Qual quer coisa que viram no caminho de casa até aqui?

...

Era impressionante, ninguém falava nada, essa turma não tinha nem aqueles engraçadinhos fazendo piadinhas com os assuntos da aula. A sala era quente e abafada, todos os alunos estavam se abanando e contávamos apenas com um ventilador ligado na lateral da sala, apenas 3 alunos eram beneficiados por aquele vento seco e abafado que soprava do ventilador, eles eram beneficiados por estarem sentados de frente a ele. Final do horário eu peço aos alunos que elaborem um texto sobre o que eles achavam da ciência em geral, gosto de ver o ponto de vista dos meus alunos antes deles terem as minhas aulas, pra mim ter uma idéia do tipo de aluno que está em minhas mãos. Na hora que os alunos estão elaborando o texto eu comecei a refletir sobre a profissão de um professor, até que tipo de condições os professores tem que se submeter sem fazer nada? Comecei a pensar sobre alguns pontos nessa escola especificamente:

Primeiro: Nos dois dias que entrei na secretaria e dei boa tarde, apenas uma mulher me respondeu, todas as outras pessoas ficaram com as caras fechadas e em silêncio. Que tipo de ambiente de trabalho é esse?

Segundo: Um professor que tem carro não pode ir a esta escola por que os alunos ficam riscando o carro com tampinhas de refrigerante. Que tipo de educação esses alunos estão tendo para chegarem a o ponto de achar isso uma coisa normal? Riscar o carro do professor ou professora?

Terceiro: Estudar em uma sala de aula com apenas um ventilador debaixo de um sol de quase 40°C do lado de fora? Aquilo lá parecia mais um microondas de humanos vivos. Quarto: Fazer um seletivo para lecionar uma matéria e o estado de entrega outras matérias que você não é formado, tem cabimento uma coisa dessas?

Quinto: ficar responsável por seis diários, ou seja, seis turma. Em cada turma com média de quarenta alunos, em todas as salas o professor tem que elaborar provas e corrigi-las, além de lançar notas de todos os alunos, e tudo isso ganhando o salário astronômico de 660 reais. É mole? Por que o concursado ganha em torno de 2.000 reais e o contratado ganha 3 vezes menos? O contratado vai trabalhar 3 vezes menos?

Sexto: eu recebi uma ligação de uma escola com uma proposta de ministrar a metade das aulas que eu estava acertado no contrato e com outra diferença, o salário de mais de 1.000 reais! Aaaa, eu quase me esqueci, nessa outra escola eu lecionaria Biologia.

Pensando em tudo isso, bateu um sentimento de revolta e de frustração, pela primeira vez em 7 anos de sala de aula e me senti frustrado em estar la na frente, olhando para os alunos escreverem e pensando que não teria como eu continuar naquela escola. Não tive coragem de dizer aos alunos que não continuaria sendo seu professor, e olha que eu não conhecia nenhum aluno ali, era o primeiro dia de aula. Até que em um momento eu digo:

- Turma eu vou ali e já volto.

Saio da escola e nunca mais voltei. Sem adeus ou despedidas.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Locais Misteriosos

Essa foto foi tirada na minha ultima viagem a poucos dias, e todos os créditos eu dedico a minha namorada (Samara Ohanna) por te-la tirado. Quando se viaja, inicia-se uma trilha, essa viagem pode ter algum saldo positivo ou não, vários fatores irão determinar o balanço final. Alguns conceitos mudam, os “trapos” que encontramos, pode nos afetar profundamente, ou seja, pessoas ou lugares podem nos mostrar que nessa nossa trilha da vida, muitas coisas não são como agente pensava que era, e devido ao fato de conhecermos novos horizontes, alguns conceitos mudam pra melhor, pelo menos em pessoas boas. “O homem ao nascer é como uma tábua rasa”, eu li essa frase na oitava série e nunca mais esqueci, eu concordo em partes com ela, mais nunca esqueci. Ela é a versão mais primitiva da frase que diz que o homem nasce bom e a sociedade o corrompe. Os trapos na trilha que passaram por mim, deixaram cicatrizes na minha memória que ajudaram a formar os conceitos que carrego comigo hoje, e os trapos na trilha que ainda irei encontra, podem fazer esses conceitos mudarem, isso é normal. Ouvir histórias de pessoas mais velhas em um povoado isolado em uma ilha, tomei uma bebida totalmente desconhecida na atravessia de um braço de mar, olhei uma índia velha deixar seus Xamãs de lado e procurar o sistema público de saúde da patagônia para resolver seu caso ou conhecer uma Paleoartista que vive de fazer dinossauros de massa para ser expostas em congressos científicos, são coisas não tão comuns para pessoas que não viajam mais meio que normais para quem vive viajando e contemplando o por do sol em locais diferentes. Alguns locais nos afetam, quando estamos neles, outros podem nos afetar simplesmente pelo fato de sabermos que eles existem, dentre os locais que “ainda” não fui, mais ainda irei um dia, e que provavelmente já fez muita gente refletir sobre a vida em geral, posso numera aqui alguns bem curiosos ou “sobrenaturais” para os que gostam do tema.

1. Triângulo das Bermudas

Fica localizado na costa Leste dos EUA, até hoje os registros contam com o desaparecimento de 50 navios e 20 aviões em que nada foi encontrado. Alem desses desaparecimentos, vários navios já foram encontrados nessa região, com um detalhe, nenhum tripulante. A explicação mais racional para isso? “Características geofísicas da região e fatores climáticos são provavelmente as principais causas dos desaparecimentos. Além disso, há a possibilidade da corrente marítima, muito rápida e turbulenta, e falhas na correção da navegação levaram as embarcações a se perderem e envolverem-se em catástrofes.” O que você acha? Eu queria apenas pular pelado de cima de um barco no meio do Triângulo das Bermudas e pensar em todas as coisas estranhas que já ocorreram nesse local.

2. Castelo de Bran

Vlad Dracul Tepes, era o nome do morador de um castelo localizado na Romênia, a região é conhecida como Transilvânia. Nesse castelo, dentre as coisas de que a história não tem notícia, uma marca desse morador entrou pra história, ele empalava seus inimigos (enfiava uma lança no ânus até a lança sair pela boca) e bebia seu sangue, por que ele fazia isso? Vai saber, mais o fato é que esse rapaz que viveu no século XV serviu de inspiração a um escritor chamado Bram Stoker que transformou o guerreiro que empalava seus inimigos no famoso Conde Drácula – o vampiro. A partir dessa primeira história de vampiro, inspirada nas atrocidades de Vlad Dracul, os vampiros de hoje ficaram mais modernos, usam roupas coloridas, brinco, se apaixonam, tem relação sexual, usam gel pra ajeitar o cabelo, estudam em escolas e brilham na luz do sol. Diz a lenda que Vlad Dracul virou um vampiro, mais o que mais assusta, são as memórias de todos os crimes que ele cometeu nesse castelo antes dele se tornar um vampiro, ou seja, quando ele era um humano. É um local que eu tinha vontade de me hospedar e passar uma noite.

3. Tumba de Tutancâmon

Foi faraó no antigo Egito e morreu novo, aos 19 anos. Sua tumba foi descoberta em 1922 e pra surpresa de todos, estava inteiramente preservada. Os faraós achavam que se fossem enterrados com suas riquezas eles iriam com elas para a outra vida, por isso faziam uma tumba escondida de todos com o propósito de nenhum saqueador roubar essas riquezas. E o que teve de especial na Tumba de Tutancâmon? A famosa maldição da múmia. O arqueólogo Howard Carter, descobridor da tumba, morreu dias depois da descoberta, depois dele, o patrocinador da expedição também teve o mesmo destino, alguns de seus amigos e parentes próximos também não sobreviveram muito tempo, a cidade do Cairo ficou sem energia logo após a descoberta, pronto! Uma cidade inteira as escuras, e todas as pessoas que profanavam a tumba acabavam morrendo. Estava completo o ambiente para o surgimento da “Maldição da Múmia”. Uma explicação racional pra isso? O Arqueólogo, o patrocinador e todos os que estavam envolvidos na expedição morreram com sintomas parecidos, todos com febre e dificuldade de respirar, eles poderiam ter inspirado esporos de fungos que se desenvolveram em seus pulmões. Hoje em dia, a ciência tem conhecimentos de algumas doenças como a estreptococose que é adquirida assim, esporo de fungos que ficam em locais fechados como as cavernas e grutas ao serem inspirados se desenvolvem no pulmão de quem os inalou, quanto as parentes que profanaram a tumba, bem... coincidências? rs
Gostaria de visitar essa tumba, mais com um pano no nariz.

4. Ilha de Páscoa

Gigantescas estátuas na Ilha de Páscoa, localizada no sul do Oceano Pacífico. É uma ilha isolada e distante de tudo. Essas estátuas são chamadas de “Moais” e feitas de rochas vulcânicas. E o que mais impressiona? São quase 1.000 estátuas na ilha, algumas com até 22 metros de altura e pesando em média 90 toneladas. Como essas estátuas foram para em uma ilha isolada no meio do maior oceano do mundo, o oceano pacífico? E se não foram levadas pra la, foram construídas la mesmo, quem as construiu? Nessa ilha não tem nenhum vestígio de civilização moderna ou antiga e mais, as estátuas não tem a forma de nenhum Deus de nenhuma civilização antiga até agora estudada, quem fez essas estátuas e como foram para nessa ilha? Seria a perdida Atlântida? Extra-terrestres? Eu tinha vontade de acampar nessa ilha com uma turma, fogueira e um violão tocando Raul Seixas, S.O.S , seria música que eu gostaria de cantar de cantar nessa ilha... “ô seu moço, do disco voador, me leve com você pra onde você for, ô seu moço, mais não me deixa aqui, enquanto eu sei que tem, tanta estrela por ai..”

5. Ruínas Maias


É uma das mais conhecidas, 3 mil anos antes de cristo, uma civilização que tinha muito conhecimento em arquitetura, astronomia e agricultura, simplesmente desaparece de uma hora pra outra. Outra coisa bem marcante na civilização Maia, assim como em várias civilizações antigas, era a prática de Sacrifícios humanos. É um local que tenho vontade de ir para simplesmente ficar sentado em cima de uma ruína de um templo Maia e imaginar a quantidade de sacrifícios humanos em nome de Deuses quem nem mesmo sabemos de sua existência. Refletir o quanto a mente humana mudou ao longo desses 5.000 anos.

6. Amityville


É uma casa localizada no estado de Nova York, na década de 1970, essa casa pertencia à família Defeo. Em 13 de novembro de 1974, Robert DeFeo matou a tiros pai, mãe dois irmãos e duas irmãs menores. No seu julgamento, ele afirmou que o motivo dele ter feito esta chacina, foi o fato dele ouvir “vozes” que lhe ordenaram para ele executar toda a sua família. Um ano depois, a família Lutz comprou a casa sem saber do que havia acontecido no ano anterior, mais em pouco tempo essa família abandonou a casa, alegando que eventos paranormais os atormentavam, como aparições e objetos que se moviam. Depois disso surgiram as lendas como a de que a casa em Amityville teria sido construída num local habitado por um bruxo que escapou de Salem e que construíra ali um portal para o Inferno ou de que ela ficava onde existia um antigo cemitério. Em fim, o caso é que isso rendeu um livro e um monte de filmes para o cinema norte-americano. Apesar de ser uma casa curiosa, eu teria vontade apenas de fazer uma visita rápida. Pra não incomodar os “moradores”.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Os bastidores da educação


Cinco anos, tenho cinco anos de vida no mundo da docência, cinco anos de sala de aula, diários, provas, textos, recuperação, aprovação, reprovação, pincel, madrugadas mal dormidas, correria, salários atrasados, salários em dia, demissão, pedidos de desculpas, amigos, amigas, pessoas incríveis, pessoas nojentas, pessoas comuns, pessoas... O mundo da docência é um dos lugares onde mais se aprender as regras de convivência, em nenhum lugar você é afetado ou afeta diferentes universos como essa profissão, em média são quarenta universos diferentes em cada sala de aula, cada um com seus astros, estrelas, constelações e galáxias. Cada aluno carrega consigo uma personalidade que muitas vezes é o professor que acaba “influenciando” na fórmula final. Isso nos leva a ter bastante cuidado com o que dizemos e o que fazemos dentro e fora das quatro paredes que aprisionam momentaneamente todos aqueles universos infinitos que são as mentes dos nossos alunos. Quem vive nesse mundo tem dois sentimentos, quer passar o resto da vida participando, ajudando a construir e conhecendo universos diferentes, afetando e sendo afetado por eles ou quer de todas as formas um emprego que ganhe melhor e que não tenha tanto “estresse”. Eu sou dos que sempre vou estar disposto a conhecer universos diferentes do meu, e da melhor forma, tentar contribuir para as descobertas de mais e mais galáxias nas mentes dos meus alunos. No entanto, independente do lado que você esteja, uma coisa nunca vai mudar... os bastidores da educação, mais precisamente os bastidores da sala de aula. Em todas as salas de professores que eu freqüentei nas ultimas sete escolas que trabalhei sempre ouvi:


“Eu não agüento mais aquela turma”


“Como é fulano de tal em tua aula? Aquele menino ta pra me deixar doida, é terrível”


“Olha quero falar com os pais dele por que não tem a menor condição de eu continuar dando aula com fulano de tal lá”


“Aquele menino ta ferrado comigo”


“Eu não to nem ai pra essas porras”


“Tu já viu as roupas dessas meninas, Ave Maria. Será se os pais delas sabem que elas andam assim?”
...
Nos últimos cinco anos, apenas uma vez, somente uma vez eu ouvi uma professora fazer o seguinte comentário:


“Professores, eu pedi para os alunos da 8º série para elaborarem um texto sobre o que eles queriam mudar em nossas aulas e eu fiquei horrorizada, olha o que os alunos escreveram”


Essa professora então começa a ler texto por texto e mostrando o que os alunos queriam de cada professor, em que eles poderiam melhorar, ao final do texto ouvi um silêncio e a sirene da escola tocou e todos se levantaram e nunca mais se comentou nada a respeito. Até quando os professores irão ficar em silêncio? Ou melhor, por que quando professores falam de alunos, nunca falam das coisas boas que alguns alunos fazem? Essa é única coisa ruim nessa profissão, pelo menos na minha opinião.

sábado, 5 de março de 2011

Sobrenatural 3


“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”
(Jesus Cristo – Lucas 23:46)


Observação: Esta história aqui descrita, foi com base em uma conversa que eu tive com um colega chamado Walker, que em outra postagem intitulada de “Sobrenatural 2” ele me conta algo que ocorreu em uma igreja, ao final dessa postagem ele me revela algo que só agora eu resolvi postar.

É noite, o jantar estar na mesa, e como uma família típica dos dias de hoje, o cachorro esta deitado no quintal, o gato lambe os lábios, pois acaba de comer sua ração comprada no quilo na quitanda. A mãe assiste a novela das seis, esparramada no sofá que há muito tempo não é limpo, essa mulher possui uma filha adolescente que passa a maior parte do tempo mandando mensagens virtuais para amigos virtuais, em comunidade ditas sociais, que a cada dia só isola mais ainda as pessoas na frente de um computador. O seu irmão acabou de sair do banheiro e esta agora vestindo sua farda, depois de ter feito um segundo grau que deixou muito a desejar, trabalhou em alguns empregos como assalariado no comercio de Imperatriz, até que resolveu fazer um curso de segurança. Passou nos testes e enfim conseguiu uma vaga em uma empresa respeitada, tem que chegar nesse dia as 19:00h por isso é o primeiro a comer. Senta-se à mesa e delicia-se com uma carne de porco bem gordurosa misturada ao tradicional arroz com feijão, um pouco de limão e um punhado de farinha faz sua refeição ficar completa. Terminada a refeição, bebe água muita gelada que faz doer os ossos da testa, pois não pode chegar atrasado, a pontualidade é uma das marcas de quem trabalha como segurança.


- Mãe, to indo. “Bençã”?
- Deus te abençoe.


A sua titan vermelha financiada em 48 prestações é ligada e parte em direção ao seu destino. Chegando à sede da empresa, o outro segurança espera ansiosamente a sua chegada, pois nas últimas 24 horas ele passou quase todas elas olhando monitores, vendo se estava tudo ok na empresa, ou seja, fazendo seu trabalho.


- E ai rapá, beleza?
- Beleza.
- Tudo tranquilo?
- Tranquilo.


Eles então trocam de posição, quem estava de plantão nas últimas 24 horas vai pra casa descansar e quem estava descansado agora vai ficar as próximas 24 horas olhando monitores. Seu colega vai embora e a noite continua, cadeira acolchoada, monitores ligados e gravando toda a movimentação que ocorre dentro da empresa. Monotonia. Depois da meia noite já não se ouve barulho de carros na rua, já não se meche no celular, as músicas no fone de ouvido são desligadas, ele esta ali, se estar pensado, com certeza são pensamentos bem particulares, pois nessas horas todos nos temos nossas próprias particularidades, sendo elas sem sentido ou não, cada pessoa reage de uma forma diferente quando se esta sozinho em uma sala cheia de monitores que gravam a sala de empresa , a garagem, corredores, escadas, a porta da rua, enfim, todos os cantos. Sobre o que nosso amigo pensava é difícil de descobri nessa noite, mais com certeza ele já pensou em todas as possibilidades de situações que poderiam ocorrer olhando aqueles monitores, um ladrão tentando entra na empresa, um casal de namorados se agarrando de forma picante, um acidente de trânsito envolvendo um motoqueiro, uma menina mo meio do corredor como num filme de terror e por ai vai, mais nesse dia, o que ele estava preste a testemunhar, provavelmente ele nunca teria imaginado. No meio da madrugada, o segurança leva um susto ao olhar para o monitor que gravava a garagem da empresa, ele leva um susto pois um dos carros fortes da garagem é ligado.


- Que porra é essa?


Imediatamente, ele pega o telefone e liga para a central e pede que envie uma viatura para a sede, pois “alguém” tinha entrado no carro forte e tinha dado a partida no carro, enquanto ele falava isso por telefone, o carro continua ligado e o segurança não tira os olhos do monitor, olhando fixamente para o monitor e com a mão no telefone. Motor ligado e rosnando, faróis acessos e o segurança somente esperando chegar reforço, mais antes que o reforço chegue, a primeira marcha do carro forte é engatada e o carro entra em movimento violento em direção ao muro da empresa, a pancada é forte que faz o muro quebrar uma parte, mais não ao ponto de derrubá-lo, nem de deixar um buraco, somente rachaduras.


- Caralho!!! Alô? Pessoal vem logo, o cara ligou o carro e jogou no muro.
- Fez o que?
- Ele tentou atravessar o muro, ligou o carro e foi em direção ao muro, mais depois que bateu o carro foi desligado.
- Fica ai de olho, não sai daí.


O reforço chega, vários seguranças e a polícia estão do lado de fora, os monitores estão ligados gravando tudo, e o nosso amigo em nenhum momento desgrudou os olhos do monitor que gravava o carro forte, ele percebe os seguranças cercando o carro forte que está com a frente parcialmente amassada e ao tentarem abri a porta do carro forte, percebem que a porta está trancada, outro segurança chega com uma chave e abrem a porta, pra surpresa de todos, não tem ninguém dentro do veículo.


Essa gravação foi vista e revista várias vezes por vários seguranças dessa empresa, desde o momento em que os seguranças chegam com o carro forte e o trancam até a hora em que ocorre o fato narrado, em nenhum momento é visto alguém entrando no carro ou saindo, foi a partir desse dia que a empresa não deixou apenas um segurança na empresa e sim dois. Pois dificilmente alguém ficaria de vigia sozinho la outra vez.