sábado, 7 de maio de 2011

O Santo Sudário


Essa semana eu conversava com minha namorada sobre a Teoria dos Cosmozoários ou Panspermia Cósmica, que é a teoria que tenta explicar a origem da vida aqui na terra através de extraterrestres. Entre outros assuntos, eu comentei sobre o artefato mais estudado da história da humanidade, o Santo Sudário ou conhecido como o Sudário de Turim.


“Depois de ter comprado um pano de linho, José tirou-o da cruz, envolvendo-o no pano e depositou-o num sepulcro escavado na rocha, rodando uma pedra para fechar a entrada”
Marcos (15, 46.)





Desde 1898 na Catedral de Turim, Itália. Existe um tecido de 4 metros e 30 centímetros de comprimento guardado em um estojo de prata que possui registros desde 1400 , nos registros diz que este tecido sérvio para ornamentar terraços reais e que em 1355, multidões inteiras afetadas pela peste negra na Europa formavam filas para observá-lo, todos acreditando ser o pano de linho que envolveu Jesus Cristo no seu sepulcro. Em 1998 ocorre uma exposição do Sudário de Turim ao público, ele é retirado de sua caixa de prata e colocado em uma câmera hermeticamente fechada e no seu interior é introduzido um gás neutro (o Argônio) para nunca mais ser manuseado. Neste ano, o Sudário é fotografado e submetido a uma equipe de pesquisadores de diversas partes do mundo para analisar o que teria projetado a imagem no pano e não confirmar ou não se era o pano que envolveu Jesus.


O Sudário de Turim possui uma imagem de um homem que sofreu muito nos seus últimos momentos de vida, e os testes revelaram que existem 3 tipos de sinais no pano:

1. Manchas de incêndio que quase destruiu o Sudário.
2. A imagem de um Homem.
3. Manchas de sangue.





“Pilatos mandou então flagelar Jesus.”
João (19, 1.)




Na imagem do homem, nota-se que ele possui várias marcas de sangue pelo corpo e todas as manchas estão localizadas nos mesmos pontos narrados pelo Bíblia na crucificação de Jesus Cristo. Flagrum= flagelo, este instrumento foi usado no período romano como um instrumento de tortura, era uma tira com duas pelotas na ponta, e as imagens de sangue no sudário se encaixam perfeitamente com as de um homem que recebeu várias chicotadas do instrumento chamado flagelo.


“Levaram então consigo Jesus. Ele próprio carregava a sua cruz para fora da cidade, em direção ao lugar chamado Calvário. Ali o crucificaram, e com ele outros dois, um de cada lado e Jesus no meio.”
João (19. 17-18)



Jesus Cristo crucificado esta retratado em pinturas de grandes artistas em várias épocas diferentes da história e, em todas elas o pregos são desenhados entrando na palma da mão de Cristo. Um cirurgião Francês, fez um experimento onde ele pregava cadáveres pela palma da mão e nenhum deles conseguia ficar preso, o peso do corpo fazia a palma da mão rasgar e o corpo caia. Ele então pregou na região do osso metatarso no pulso e todas as vezes que ele pregava os cadáveres assim, o corpo não caia e ficava pendurado. Outra coisa que chamou a atenção é que nessa região do pulso, ao ser pressionada, o nervo mediano de comunicação é pressionado e o dedão entra para trás da mão. Na imagem do Sudário não é formado a imagem do dedão. Como um falsificador da idade média saberia dessa informação para desenhar a imagem encontrada no Sudário?



“Os judeus temeram que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque já era a preparação e esse sábado era particularmente solene. Rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados. Vieram os soldados e quebraram as pernas do primeiro e do outro, que com ele foram crucificados. Chegando, porém a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas, mais um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água.”
João (19. 31-34)




Analisando a imagem do Santo Sudário, é observado do lado do dorso, perto da quinta costela que há uma incomum efusão de sangue. Bate com o tamanho da lança romana que era usada na época da crucificação. Na década de 70 foi criado o STURP, um grupo de pesquisadores destinado somente para analisar o Santo Sudário, entre os especialistas estavam Barrie Schwortz e Vern Miller como fotógrafos, junto com Don Lynn, diretor do programa de imagens digitais da NASA. Eles fizeram um corte de 10 cm e colocaram uma câmera pelo verso do Sudário. Quando eles colocavam luz por baixo do Sudário, aparecia as manchas de sangue, Quando se olhava de frente, vê o corpo e as manchas de incêndio mais sem as manchas de sangue. Como um falsificador poderia fazer uma pintura assim?

Nessa época foi comprovada que aquilo não era uma pintura. Pois a densidade de tinta no Sudário só pôde aparecer no século XX numa fotografia por transmissão de luz. Como na Idade média alguém poderia fazer uma pintura assim? Muitas pessoas começaram a especular que a imagem poderia ter sido feita por chamuscamento, ou seja, por queimaduras. Em luz normal, tanto a queimadura quanto a imagem são iguais. Uma vez que toda queimadura fluoresce sub luz ultra-violeta, não forma-se imagem do Sudário usando fotografia U.V. Os especialistas não obtiveram imagens do corpo nessa fotografias, apenas das manchas do incêndio, comprovando que a imagem do corpo não poderia ter sido feita por queimaduras. Eles chegaram a conclusão de que as imagens nos fios de seda foram provocadas por uma mudança química: oxidação desidratada. Mais eles não souberam dizer o que causou essa mudança, pois foi uma mudança muito sutil e complexa, pois uma fibra do linho perde a cor enquanto a outra adjacente não.

Amostra de sangue foi retirada com fita colante e em laboratório confirmou-se que era sangue de fato, do tipo AB e imagens de flores também foram descobertas no Sudário, próximo a região da cabeça. Qual o motivo das flores? Uma vez que o corpo fora sepultado as pressas? Talvez teriam sido deixadas para honrar o morto. Ao todo foram identificadas 28 imagens dessas flores, compararam então as imagens dessas flores com as plantas existentes na região de Jerusalém e perceberam que as flores em Jerusalém florescem em Março ou Abril, que indica a época da páscoa, a época da crucificação. Se houve flores nesse pano, provavelmente teriam grãos-de-pólen, cada grão-de-pólen é único e em 1973 o criminologista suíço Max Frei, obteve permissão de extrair amostras de pólem do tecido do Sudário. Ele passou anos analisando o pólen contido nas amostras, morreu antes de poder determinar e publicar seus resultados, mais outros continuaram seu trabalho como Uri Baruch, maior especialista em Grãos-de-pólen de Israel e perito em antiguidades Israelitas. Foram identificados 58 tipos de pólen, sendo 28 deles de plantas encontradas apenas na região do Oriente Médio. Provando que o tecido passou parte de sua história lá.


“Os soldados teceram de espinhos uma coroa e puseram-lha sobre a cabeça e cobriram-no com um manto de púrpura. Aproximavam-se dele e diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas.”
João (19. 2-3)


Próxima da região da cabeça, foi identificado muita quantidade de pólen de uma planta chamada Gundelia tournefortii, essa da foto acima, é uma planta encontrada em na região de Jerusalém e que possui muitos espinhos.



“José tomou o corpo, envolveu-o num lençol branco e o depositou num sepulcro novo, que tinha mandado talhar para si na rocha. Depois rolou uma grande pedra à entrada do sepulcro e foi-se embora.”
Mateus (27.59-60)


Alguns grãos-de-pólen não puderam ser identificados por que estavam recoberto por um mineral, esse mineral foi identificado como sendo de uma pedra calcária muito rara e natural de Jerusalém.

Em 1988 o Santo Sudário foi submetido ao teste do Carbono-14, como objetivo de identificar a sua idade, os testes revelaram que ele possuía apenas 600 anos e não os 2.000 anos esperados. O mundo inteiro divulgou essa notícia, até que o microbiólogo Dr. Garza Valdez anunciou que uma camada bioplástica fabricada por bactérias que ele encontrou em antigas fibras de tecido do sudário podia deturpar a datação por carbono. Em 1996, ele testou algumas fibras do sudário e descobriu o suficiente dessa camada para desacreditar significativamente nos resultados da datação por carbono. O físico Dr. Harry Gove, criador da técnica está agora tentando separar a camada bioplástica do linho original.


“Quando o procedimento de separação entre a celulose e a camada bioplástica estiver consolidado, estaremos prontos a nos oferecer para fazer outra datação por carbono-14 no Santo Sudário, se a oferta será aceita ou não, já é outra história”
(Dr. Harry Gove)


Em algumas partes da imagem da pra se ver os ossos da mão e as raízes dos dentes como se o corpo tivesse emitido uma grande quantidade de radiação para poder gravar as imagens como um negativo no tecido. Mais qual a fonte dessa radiação? Como tirar energia de um cadáver?


Se tudo na vida tem um propósito, e é determinado por algo. Qual o significado do Santo Sudário? Uma coisa é certa, ele não é essencial a fé de ninguém, mais nos faz refletir sobre a fé que temos ou a ausência de fé. Assim como Tomé, hoje no século XXI muitas pessoas só acreditam no que vê. Apesar de ser considerado o artefato mais estudado da história da humanidade, os especialistas conseguiram dizer apenas o que o Sudário de Turim não é, mais nenhum especialista pôde dizer o que ele é. A teologia não deve entrar em conflito com a tecnologia, a razão não pode provar a divindade de Cristo e a Ciência é incapaz de fazer juízos teológicos. Cabe a cada indivíduo averiguar as evidências e decidir por si só se o Sudário de Turim é o tecido que cobriu Jesus Cristo ou não.

8 comentários:

  1. Emilio, só pra constar, metatarsos não se encontram nos pulsos. é metacarpo. metatarsos estão nos pés. rs. Apreciei muito essa tua análise, vou repassar! abraços!

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  2. Putz, realmente amandinha, eu vivo trocando esses óssos rs

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  3. Poxa cara, show de bola. Gostei muito !!

    Att: Felipe Moura

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  4. Achei muito interessante..
    legal d++!!!!!!!

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  5. Já havia lido algumas coisas sobre o Santo Sudário, mas não sabia dessas análises dos grãos de pólen...Muito interessante!!!!Adorei o texto elemento...bjosss

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  6. O sudário realmente é intrigante.

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  7. Parabéns! Uma matéria muito abrangente.

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