É engraçado, essa semana ocorreu uma situação curiosa numa turma que eu ministro aula, mais precisamente em uma turma de 8º série (9° ano) do ensino fundamental. Quem é professor ou já foi professor sabe que na sala de aula acontecem algumas situações que marcam, seja de uma forma positiva ou negativa, mais marca.
Situações inesperadas: um aluno se levanta e dar uma lição de moral em um colega, dizendo que se o aluno que estava bagunçando não queria nada com a vida, ele queria, queria ser alguém na vida e chamou o aluno bagunceiro pra porrada, uma turma uma certa vez me fez uma festa de aniversário surpresa e depois de cantar os parabéns começou uma guerra de comida e a sala ficou uma porcaria.
Situações inacreditáveis: eu já dei aula para três turmas ao mesmo tempo com atividades diferentes (quem acha que isso só acontece em escola pública, isso foi em uma escola particular), acertei as questões de 3 vestibulares da UFMA, depois que eu acertava, os alunos diziam que eu tinha algum esquema na UFMA para acertar as questões, um aluno de 12 anos que discutiu comigo uma vez a teoria da evolução de Charles Darwin com argumentos que impressionava.
Situações nojentas: eu já presenciei uma aluna limpando a orelha com a blusa de farda, uma outra que tirava meleca do nariz e comia, uma que sempre estava com as axilas muito fedidas, dentes com cáries, um aluno que se cagou e todo mundo ficou rido da cara dele e por ai vai.
Situações emocionantes: apesar de dar certa emoção ver um ex-aluno fazendo um curso superior em uma boa faculdade, ser escolhido no final do ano pra ser o padrinho da turma de terceiro ano, ser disputado entre os alunos para ser o professor que irá orientá-los na feira de ciências ou ser escolhido pela turma para ser o professor conselheiro, nada me emociona mais do que uma situação bem simples, quando eu termino minha aula e vem um aluno ou aluna no corredor da escola ou no pátio e diz: “Poxa Emílio, essa aula foi massa”. Pra mim, não tem dinheiro que pague isso.
Mais o que aconteceu comigo essa semana eu não consegui enquadra em nenhuma das categorias ai citadas, eu tinha passado uma atividade e alguns alunos tinham terminado e outros ainda faziam, faltavam 10 minutos para terminar o horário naquela turma. Eu me sentei, apoiei meus braços na mesa do professor e fiquei esperando o horário terminar foi quando eu me deparo com um aluno fazendo um desenho do Diego Maradona batendo bola com o Pelé, quando eu vi aquilo eu perguntei:
- Elemento, tu sabe fazer caricatura?
- Sei professor, mais eu não faço mais não.
- Porque não?
- Por que uma vez eu desenhei um professor e deu a maior confusão, ele não gostou e me levou pra secretaria. Levei a maior bronca. Fiquei traumatizado depois disso, desde então nunca mais fiz caricatura de ninguém.
- Faz uma caricatura minha elemento.
- Tu é doido professor, Deus me livre.
- Faça moço, não estou te falando pra fazer?
- É sério professor?
- É rapaz, faz ai.
- Ta bom.
Esse meu aluno começou a rabiscar, somente um aluno que sentava atrás dele de início percebeu a situação, depois veio mais um colega e uma aluna que sentava ao lado. Em poucos minutos ele terminou a caricatura (essa que está ai em cima) e durante as rabiscadas de lápis desse garoto me veio na cabeça o que diz a “Psicologia objetivista” que afirma que todo o conhecimento de uma pessoa vem a partir da experiência, que tipo de conhecimento esse aluno obteve com a experiência do professor que o levou pra secretaria por causa de uma caricatura? Alem dessa teoria, no passado existiu um biólogo que pouca gente sabe que ele foi biólogo, pois ele aparece mais nos cursos de licenciatura e nos cursos das áreas humanas, ele é o Jean Piaget. Ao contrário da Psicologia objetivista, resumidamente ele afirmava que todo o processo evolutivo da filogenia humana tem uma origem biológica que é “ativada” pela ação e interação da pessoa com o meio ambiente. No caso da caricatura, o que teria acontecido com o processo do meu aluno quando a ação do professor foi de levar ele na secretaria? Será que existiu uma interação? Uma correção? Uma humilhação? Uma privação? Uma educação? Uma... nessa hora ele me entregou a caricatura que eu acabei gostando e resolvi colocar ela na prova próxima prova que eles irão fazer comigo, ao lado do cabeçalho. E voltando a o que será que aconteceu com o meu aluno, deixo aqui a critério de quem ler isso aqui e tire sua própria opinião, eu ganhei uma caricatura e você o que achou?
Situações inesperadas: um aluno se levanta e dar uma lição de moral em um colega, dizendo que se o aluno que estava bagunçando não queria nada com a vida, ele queria, queria ser alguém na vida e chamou o aluno bagunceiro pra porrada, uma turma uma certa vez me fez uma festa de aniversário surpresa e depois de cantar os parabéns começou uma guerra de comida e a sala ficou uma porcaria.
Situações inacreditáveis: eu já dei aula para três turmas ao mesmo tempo com atividades diferentes (quem acha que isso só acontece em escola pública, isso foi em uma escola particular), acertei as questões de 3 vestibulares da UFMA, depois que eu acertava, os alunos diziam que eu tinha algum esquema na UFMA para acertar as questões, um aluno de 12 anos que discutiu comigo uma vez a teoria da evolução de Charles Darwin com argumentos que impressionava.
Situações nojentas: eu já presenciei uma aluna limpando a orelha com a blusa de farda, uma outra que tirava meleca do nariz e comia, uma que sempre estava com as axilas muito fedidas, dentes com cáries, um aluno que se cagou e todo mundo ficou rido da cara dele e por ai vai.
Situações emocionantes: apesar de dar certa emoção ver um ex-aluno fazendo um curso superior em uma boa faculdade, ser escolhido no final do ano pra ser o padrinho da turma de terceiro ano, ser disputado entre os alunos para ser o professor que irá orientá-los na feira de ciências ou ser escolhido pela turma para ser o professor conselheiro, nada me emociona mais do que uma situação bem simples, quando eu termino minha aula e vem um aluno ou aluna no corredor da escola ou no pátio e diz: “Poxa Emílio, essa aula foi massa”. Pra mim, não tem dinheiro que pague isso.
Mais o que aconteceu comigo essa semana eu não consegui enquadra em nenhuma das categorias ai citadas, eu tinha passado uma atividade e alguns alunos tinham terminado e outros ainda faziam, faltavam 10 minutos para terminar o horário naquela turma. Eu me sentei, apoiei meus braços na mesa do professor e fiquei esperando o horário terminar foi quando eu me deparo com um aluno fazendo um desenho do Diego Maradona batendo bola com o Pelé, quando eu vi aquilo eu perguntei:
- Elemento, tu sabe fazer caricatura?
- Sei professor, mais eu não faço mais não.
- Porque não?
- Por que uma vez eu desenhei um professor e deu a maior confusão, ele não gostou e me levou pra secretaria. Levei a maior bronca. Fiquei traumatizado depois disso, desde então nunca mais fiz caricatura de ninguém.
- Faz uma caricatura minha elemento.
- Tu é doido professor, Deus me livre.
- Faça moço, não estou te falando pra fazer?
- É sério professor?
- É rapaz, faz ai.
- Ta bom.
Esse meu aluno começou a rabiscar, somente um aluno que sentava atrás dele de início percebeu a situação, depois veio mais um colega e uma aluna que sentava ao lado. Em poucos minutos ele terminou a caricatura (essa que está ai em cima) e durante as rabiscadas de lápis desse garoto me veio na cabeça o que diz a “Psicologia objetivista” que afirma que todo o conhecimento de uma pessoa vem a partir da experiência, que tipo de conhecimento esse aluno obteve com a experiência do professor que o levou pra secretaria por causa de uma caricatura? Alem dessa teoria, no passado existiu um biólogo que pouca gente sabe que ele foi biólogo, pois ele aparece mais nos cursos de licenciatura e nos cursos das áreas humanas, ele é o Jean Piaget. Ao contrário da Psicologia objetivista, resumidamente ele afirmava que todo o processo evolutivo da filogenia humana tem uma origem biológica que é “ativada” pela ação e interação da pessoa com o meio ambiente. No caso da caricatura, o que teria acontecido com o processo do meu aluno quando a ação do professor foi de levar ele na secretaria? Será que existiu uma interação? Uma correção? Uma humilhação? Uma privação? Uma educação? Uma... nessa hora ele me entregou a caricatura que eu acabei gostando e resolvi colocar ela na prova próxima prova que eles irão fazer comigo, ao lado do cabeçalho. E voltando a o que será que aconteceu com o meu aluno, deixo aqui a critério de quem ler isso aqui e tire sua própria opinião, eu ganhei uma caricatura e você o que achou?
